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  • Jairo Len

Picadas de escorpião

Acidentes com escorpiões


Os incidentes por picada de escorpião aumentaram 80% nos últimos anos, aqui no Brasil. Altas temperaturas, acúmulo de lixo e entulho e oferta de alimentos (outros insetos) contribuem para esse aumento recorde.


Além disso, escorpiões podem se reproduzir por partenogêse, ou seja, não precisam de um escorpião macho para ter filhotes.


No país, há mais de 170 espécies de escorpião, mas só algumas, como o Tityus serrulatus, o escorpião-amarelo, têm importância do ponto de vista da saúde pública.

No Brasil, houve quase 180 mortes por causa de envenenamento (escorpianismo) por picada de escorpião em 2018. Ainda que o índice de mortalidade seja de 4 para cada 10 mil picadas, o que se considera baixo. O escorpianismo é mais grave em crianças.


Se achar um escorpião em casa, o ideal é capturá-lo com o auxílio de um pote, cobrindo-o depois com papelão. Para matá-lo, basta imergir em álcool. E cuidado: se achar um, pode haver outros mais. Pisar, sempre calçado, também é eficaz (vale pra qualquer aracnídeo ou inseto!!).


Inseticidas normais são pouco eficazes.


Para evitar acidentes em áreas onde há escorpiões, é possível adotar medidas como:

- Sacudir roupas e calçados,

- Não colocar mãos em buracos, em troncos podres ou sob pedras

- Usar proteção ao manusear jardim e material de construção

- Evitar que a roupa de cama e os mosquiteiros encostem no chão

- Evitar pendurar roupas na parede e nas portas


SINTOMAS


Crianças pequenas e idosos são os que mais sofrem

A picada pode causar:

- Dor local

- Suor excessivo

- Náuseas

- Agitação

- Vômitos

- Alteração da pressão

- Arritmia

- Edema pulmonar

- Choque


TRATAMENTO


Em caso de picada deve-se lavar o local com água e sabão, aplicar compressa morna e procurar serviço de saúde

Se possível, capturar ou fotografar o escorpião.

No serviço de saúde, podem ser usados anestésicos e analgésicos, além de soro antiescorpiônico ou antiaracnídico (quando não se sabe o bicho que picou)


O QUE NÃO FAZER


- Colocar gelo ou água fria 

- Torniquete

- Furar ou cortar o local

- Tentar sugar o veneno

- Usar álcool, querosene, fumo ou pó de café


Fontes: Instituto Butantan e Folha de São Paulo


T. Serrulatus, o escorpião amarelo, mais comum no Brasil.

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