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Mitos sobre alimentação

“FAZER JEJUM EMAGRECE”
MITO – O jejum pode ser muito perigoso para o organismo, pois numa forma de defesa, o metabolismo torna-se mais lento e a perda de peso não ocorre de maneira normal, ou seja, além de fazer mal à saúde, a perda de peso é basicamente às custas da perda de líquidos celulares e massa muscular, e portanto não é eficaz. O que ocorre é justamente o contrário, no retorno à dieta normal, o organismo se recupera e passa a aumentar o peso, tentando manter uma reserva maior de energia armazenada (gordura) para se prevenir no caso de um próximo jejum.

“NÃO COMER CARBOIDRATOS EMAGRECE”
MITO – Uma dieta com restrição de carboidratos deixa de fornecer o combustível principal para o corpo gerar energia. A forma de defesa do organismo para compensar a falta do alimento é retirar esta energia de suas reservas (glicogênio do músculo e do fígado). É verdade que a perda de glicogênio muscular, pode levar a uma perda de água, e conseqüentemente perda de peso, mesmo em curto espaço de tempo, mas no retorno à dieta normal ou habitual, o músculo se recupera e o peso aumenta. E a gordura nesta história? Em curto prazo, continua intacta, no mesmo lugar. O fator mais prejudicial decorrente da retirada total dos carboidratos da dieta é a adaptação inicial, que ocasiona hipoglicemia. A queda do açúcar no sangue diminui as funções cerebrais ocasionando moleza, sonolência, perda de memória, perda do poder de concentração e muita dor de cabeça. Em alguns casos, desmaios com risco de acidentes. O excesso de carboidratos aumenta a gordura corporal rapidamente, mas a retirada total é muito prejudicial.

“BEBER LÍQUIDOS DURANTE AS REFEIÇÕES ENGORDA”
MITO – Vai depender da qualidade e quantidade deste líquido. É recomendado um copo pequeno de água sem gás às refeições a fim de ajudar no processo de digestão, principalmente porque uma dieta saudável deve conter alimentos ricos em fibras, o que aumenta a necessidade de água a fim de auxiliar o trânsito intestinal. Em relação aos outros líquidos, a quantidade recomendada é a mesma, mas deve-se atentar para as calorias, caso contrário a resposta para esta questão é positiva. As bebidas gaseificadas e concentradas (sucos) não são recomendadas pelo efeito no funcionamento digestivo. Pode “empurrar” os alimentos aumentando o volume do estômago ou ainda, diminuir a velocidade de esvaziamento gástrico ou ainda, competir com a digestão dos alimentos, dificultando o aproveitamento dos nutrientes. Para quem tem gastrite ou hérnia de hiato nunca são indicados líquidos às refeições, para não distender o estômago.

“CERVEJA DÁ BARRIGA”
MITO - Não existe uma relação do tipo da bebida com o aumento da gordura corporal. É o estilo de vida de cada um que contribui para o aparecimento das “gordurinhas” em locais indesejados. Homens têm maior probabilidade de aumentar a gordura abdominal quando há sobras calóricas. Outros fatores relacionados são os acompanhamentos que, em geral, são petiscos calóricos, como pastéis, queijos à milanesa, frango à passarinho, amendoins, etc. A quantidade excessiva de cerveja também é outra razão, pois na maioria das vezes o consumo extrapola 1 copo. Sabendo que uma lata de cerveja tem em média 135 Kcal, mais os petiscos, é só fazer as contas no final do happy hour! E o pior de tudo, no horário em que devíamos comer menos calorias (noite).

“COMER O DIA TODO ENGORDA”
MITO – O organismo trabalha por ciclos, portanto o ideal é oferecer quantidades suficientes de energia ao organismo, de acordo com sua necessidade. O número mínimo de refeições por dia é 4, sendo, o café da manhã, o almoço, um pequeno lanche à tarde e o jantar. Se o café da manhã for muito cedo e o almoço tarde, também precisamos incluir um pequeno lanche entre estas refeições, como uma fruta, por exemplo. O importante é não ficar longos períodos em jejum, pois o metabolismo, que é a capacidade de transformar os alimentos em energia, fica mais lento e diminuído, como uma forma de defesa do organismo, e assim, além de gerar alguns prejuízos ao nosso organismo, como dor de cabeça, fraqueza e perda de peso às custas de massa muscular, a fome fica incontrolável na próxima refeição, levando ao aumento do volume, e portanto possível aumento de peso corporal.

“TOMAR ÁGUA EM JEJUM EMAGRECE”
MITO – A água por si só não pode destruir ou diminuir as células de gordura. Está errado dizermos que beber água emagrece. A água ajuda na manutenção do equilíbrio orgânico, sendo fundamental para um bom funcionamento do intestino, para a hidratação das células e para a ativação de todas as enzimas do organismo. Água é importante ao longo do dia, e no mínimo devíamos ingerir 1 ml de água por cada caloria consumida no dia.

 

“COMER CARBOIDRATO À NOITE ENGORDA”
MITO - Na verdade não é o carboidrato que engorda e sim seu acompanhamento. Alguns destes alimentos apresentam em sua composição uma quantidade grande de gorduras, o que aumenta seu valor calórico e faz engordar. A dica é consumir carboidratos ricos em fibra e pobres em gordura, principalmente pelo fato de necessitarmos de uma quantidade menor de energia neste período. O que vale é diminuir a quantidade de todos os grupos de alimentos à noite e não apenas dos carboidratos, pois comparando com a proteína, a quantidade de calorias por grama é a mesma. Além de diminuir as quantidades totais da última refeição do dia, a composição é um fator importante para manter o peso. Se o prato da noite for basicamente carboidrato, com pouca ou nenhuma proteína ( carnes ou queijos) e ainda sem fibras ( legumes e verduras), a absorção dos carboidratos fica muito facilitada e o nível do açúcar no sangue aumenta rapidamente. Enquanto o nível de açúcar está alto, o organismo se utiliza desta fonte de energia e inibe a utilização de gordura corporal como forma de energia. Durante o sono, o nosso corpo usa mais gordura corporal do que açúcar dos músculos e do sangue como forma de energia, e o ideal é permitir que o organismo trabalhe da forma natural. Cuidado com a composição e com a quantidade do jantar. Equilíbrio é a palavra chave.

“COMENDO BANANAS NÃO TEREI MAIS CÃIMBRAS”
MITO – Normalmente as pessoas associam as câimbras à falta de potássio, e como a banana é uma fruta rica em potássio, acreditam que o consumo da mesma inibe o aparecimento da câimbras. Isto realmente acontece mas não é esta a causa principal. Câimbras normalmente aparecem com esforço muscular e aumento de ácido láctico (derivado do glicogênio) nos mesmos, pela incapacidade do organismo remover este “lixinho” dos carboidratos utilizados nos músculos. As outras prováveis causas são deficiência de cálcio, comum em gravidez por exemplo, e com isto uma alteração na contração muscular, com câimbras, e ainda a desidratação que leva a perdas importantes de sódio e potássio (comum com uso de diuréticos e grandes perdas de suor no exercício) e isto também altera a capacidade de contração e descontração muscular, levando também a câimbras. Assim, a falta de potássio não é a primeira causa de câimbras, mas a banana colabora com uma quantidade de carboidrato (uma banana média tem mais de 20 gramas de carboidrato), e se for bem digerida (já que o tempo de digestão é variável e individual) pode colaborar como fonte de energia. Sem dúvida a banana pode ajudar, mas como a falta de nutrientes não é a única causa para o aparecimento das câimbras, não se pode dizer que apenas o consumo de alimentos ricos em potássio e cálcio seja a solução. Além disso, ainda não se sabe muito bem o mecanismo de origem das câimbras, portanto, é melhor procurar um especialista da área no caso de repetições frequentes.

 

“POSSO COMER APENAS UMA BARRA DE CEREAIS PARA ATINGIR MINHA NECESSIDADE DIÁRIA DE FIBRAS”
MITO – É só observar a quantidade de fibras em gramas por unidade. Em média, uma barra de cereais tem de 1 a 4g de fibras, sendo que a recomendação diária para um indivíduo saudável é de 30g. Imagine quantas barras você teria que comer diariamente para atingir a necessidade de fibras apenas com este alimento! Portanto, a melhor maneira de atingir a recomendação é incluir mais alimentos crus nas refeições, como folhas verdes e frutas.

 

Texto elaborado pela equipe da RG Nutri (www.rgnutri.com.br). Publicado com autorização da RG Nutri. Todos os direitos reservados.