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Odontologia Infantil -
Dúvidas mais frequentes

ODONTOLOGIA INFANTIL – Dúvidas mais frequentes

Elaborado pela equipe da Clínica Sanseverino

 

www.sanseverino.com.br

 

1. Deve-se tomar flúor na gravidez para benefício da criança?

Não. O flúor sistêmico possui pouca ação preventiva sobre os dentes do bebê. A aplicação tópica de flúor é infinitamente mais efetiva e recomendada após o termino do nascimento dos dentes de leite (decíduo), por volta dos 24 meses de vida.

2. Tenho um filho com 3 anos de idade. Ele deve ingerir flúor em gotas ou comprimidos para fortalecer a formação dos dentes permanentes?

Não. A ingestão excessiva de flúor pode causar fluorose nos dentes permanentes, que são manchas esbranquiçadas irreversíveis. Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo o esmalte apresentar-se mais fraco e friável. Desta forma, além do cuidado em não ingerir flúor em gotas ou comprimidos, os pais devem tomar cuidado com as substâncias e cremes dentais fluoretados em crianças que ainda não possuem o controle completo da deglutição. 

3. Já posso deixar meu filho de 5 anos escovar os dentes sozinho?

A criança sempre deve ser motivada a escovar os seus dentes sozinha após as principais refeições, entretanto para que a escovação possa ser considerada eficiente é necessário um mínimo de coordenação motora, adquirida por volta dos 8 anos de idade. Portanto recomenda-se que os pais e ou acompanhantes da criança deixem que ela pratique a escovação sozinha, e em seguida procedam a uma supervisão que terá como finalidade refinar e garantir um bom resultado final. 

4. A criança também precisa usar fio dental?

Sim. sem dúvida alguma, pois além de ser parte importante na higiene dental, cria-se um hábito que acompanhará a criança por toda a vida. 

5.Quando se inicia a erupção do primeiro dentinho? Quais são os sintomas mais comuns?

A erupção dos primeiros dentinhos inicia-se por volta do sexto mês de vida, trazendo sintomas isolados ou associados. Os sintomas mais comuns são: coceira na região fazendo com que o bebê tenha uma maior tendência a colocar objetos na boca, irritabilidade, falta de apetite, salivação aumentada, diarréia e febre (até 37,5ºC).

6. Quando se deve iniciar a higiene oral do bebê?

A limpeza da boca do bebê deve ser iniciada logo nos primeiros dias de vida, sendo recomendada após a última mamada noturna ou sempre que a criança regurgitar. A presença de restos de leite na boca é um meio propício para o acúmulo e desenvolvimento de bactérias, que podem ser responsáveis pelo aparecimento de infecções como a candidíase (sapinho). A melhor forma de se executar a higiene oral, é através de gaze embebida em água filtrada ou destilada. Após a erupção do primeiro dentinho, recomenda-se o uso de dedeira, escova dental pediátrica e cremes dentais não fluoretados, especiais para bebês. 

7. Os cremes dentais com flúor são indicados para crianças?

O creme dental fluoretado deve ser utilizado com cautela em crianças menores de quatro anos, devido à dificuldade natural de eliminação do excesso de creme da boca, evitando desta forma a ingestão excessiva de flúor. O flúor é um grande aliado no combate às cáries, porém o controle da técnica correta de higiene oral, freqüência das escovações e consultas periódicas de acompanhamento na clínica pediátrica odontológica, possui grande efetividade no controle das cáries. 

8. A ingestão de antibióticos pode manchar ou enfraquecer os dentes?

Não os antibióticos em geral, e sim a família das tetraciclinas que são responsáveis por manchas irreverssíveis e enfraquecimento durante a formação dos dentes. É importante diferenciar estas manchas daquelas formadas por diferentes medicamentos, como alguns suplementos vitamínicos que também causam manchas, porém são facilmente removidas com uma adequada limpeza realizada pelo dentista.

9. Qual é o melhor momento para a primeira consulta odontológica?

O ideal é que a consulta seja feita ainda durante a gestação, pois nesta ocasião, o (a) odontopediatra terá condições de conversar sobre o aleitamento, época do desmame, alimentação, higiene oral do bebê, hábitos orais (sucção de dedo, posição de dormir, mamadeira (frequência e tipo), chupeta (frequência e tipo), erupção dos primeiros dentinhos, cuidados em relação ao flúor, ingestão de antibióticos que causam alterações na formação dos dentes e periodicidade das futuras consultas pediátricas no sentido do melhor acompanhamento do desenvolvimento orofacial da criança. 

10. Porque existe preocupação com as crianças que chupam chupeta?

As chupetas são indicadas como auxiliar no sentido de saciar a vontade de sucção da criança bem como, algumas vezes acalmá-la nos momentos de maior agitação. Entretanto, não é um utensílio obrigatório de todo enxoval infantil, devendo ser evitada principalmente em crianças que se sentem saciadas com a amamentação natural. Quando utilizada deve seguir alguns parâmetros importantes, no cuidado de se evitar a transformação em hábito deletério com força suficiente para causar alterações no desenvolvimento orofacial da criança. 

São eles: - Possuir bico ortodôntico
- Tamanho compatível com a idade
- Não ser utilizada presa na roupa
- Controlar o uso
- Ser removida assim que a criança adormecer
- Remoção indicada por volta dos 30 meses 

11. Chupar o dedo é mesmo pior que chupar chupeta?

A sucção digital deve ser evitada a todo custo, pois as chances deste hábito causar alterações no desenvolvimento orofacial são enormes, agravadas pela remoção extremamente difícil e desgastante para a criança e para os pais. O dedo exerce uma força extra sobre o "céu da boca" prejudicial ao seu desenvolvimento, além de induzir a musculatura orofacial a realizar contrações excessivas e inadequadas. Possui a facilidade de estar sempre ao alcance, além de proporcionar satisfação de via dupla, na boca e no dedo sugado, implicando naturalmente em maior dificuldade de remoção do hábito, quanto maior o seu tempo de permanência. 

12. Como posso identificar que meu filho respira pela boca?
 

As principais características apresentadas pelos respiradores orais são:
- Boca ou lábios constantemente abertos;
- Mastigação ruidosa e com a boca aberta;
- Alteração na qualidade do sono;
- Maior incidência de amidalites, faringites, sinusites, bronquites e otites;
- Expressão de cansaço, sonolência e olheiras;
- Ronco e baba durante o sono;
- Alteração na forma das arcadas e dos dentes,
- Rendimento físico reduzido, entre outros. 

13. È sempre necessário após o tratamento ortodôntico com aparelho fixo usar um aparelho móvel de contenção?

Todo diagnóstico e plano de tratamento deve ser elaborado visando um resultado estético e funcional bom e estável.
A contenção não pode ser vista como um item separado do tratamento, mas sim como parte integrante deste. Todo dente que é movimentado através do osso, tem uma tendência de voltar à sua posição inicial, anterior à movimentação. A finalidade dos aparelhos de contenção é de neutralizar esta tendência. Porém, os tipos de recursos e o tempo de uso destas contenções, dependem de alguns fatores determinados, tais como: idade do paciente, tipo de alteração inicial, tempo de tratamento, saúde dos tecidos envolvidos, relacionamento oclusal, respiração adequada e hábitos deletérios presentes. 

14. Para que serve o tratamento fonoaudiológico que tantos dentistas indicam para as crianças?

O crescimento e desenvolvimento da face estão diretamente ligados às funções exercidas pela boca. Desta forma, se a criança apresentar alguma alteração na fala, respiração, deglutição e ou fala, este crescimento e desenvolvimento poderão ser prejudicados, assim como a posição dos dentes também sofrerá alterações importantes. O profissional responsável pela adequação destas funções é o fonoaudiólogo, e, portanto é fundamental que exista um trabalho interdisciplinar, no sentido de prevenção das maloclusões, assim como a manutenção dos resultados obtidos pelos tratamentos ortodônticos e ou ortopédicos faciais.