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Dipirona é Segura

A Dipirona é segura?

 

A dipirona, hoje utilizada em mais de 100 países, foi o primeiro analgésico e antitérmico lançado no Brasil (1922), respondendo por 32% do mercado nacional, com um consumo anual em torno de 190 toneladas.
No Brasil, a dipirona é comercializada com o nome de Novalgina?, Magnopyrol?, Maxiliv?, Doril?, entre outros.
Entretanto, a dipirona não é utilizada em diversos países, como Estados Unidos, Inglaterra e Suécia, devido a um possível efeito colateral - a agranulocitose - que é uma diminuição da produção das células que formam o sangue na medula óssea. Dessa forma, ao longo de seus mais de 80 anos de existência, a dipirona tem sido alvo de ataques e defesas em relação à sua segurança.

 

Mas para que lado apontam as evidências científicas?
Em 1964, Huguley apresentou um artigo mostrando um estudo com 1400 pessoas que receberam dipirona aonde 11 apresentaram a agranulocitose. Um risco de 1 para cada 127, ou 0,79%. Com base nestes dados, o FDA retirou a dipirona do mercado norte-americano em 1977.

 

Até esta data, de acordo com outros órgãos americanos, tinham sido avaliadas nada menos que 30 milhões de receitas de dipirona, com a comprovação de apenas 56 casos de agranulocitose. Isso indica 1,5 casos para cada milhão de habitantes, o que é considerado como de baixo risco. Na Bulgária, após a sua retirada do comércio houve aumento dos índices de agranulocitose.

 

Dois estudos no Brasil demonstraram riscos ainda menores de agranulocitose com dipirona. Sollero, em 2001, revendo dados de 531.161 pacientes hematológicos, detectou apenas 15 casos de agranulocitose, incidência de apenas 0,0003%. Hamerschlak, em estudo retrospectivo com 19.384 pacientes acompanhados ao longo de 8 anos, observou apenas 5 casos de agranulocitose, o que, extrapolando para a população geral, daria uma incidência de 0,44 a 0,82 casos por milhão de habitantes/ano.

 

Inúmeros outros artigos em vários centros médicos do mundo (Israel, Alemanha, Itália, Hungria, Espanha, etc.) detectam cerca de 1 caso por milhão de habitantes/ano nas últimas décadas.
Em outro estudo brasileiro entre 1975 e 1995, Andrade e colaboradores observaram a incidência de reações adversas (agranulocitose, hemorragias, anemia aplásica, anafilaxia) causadas por 4 analgésicos: dipirona, paracetamol (Tylenol?, Dôrico?), AAS e diclofenaco (Voltarém?, Cataflam?). O índice de efeitos colaterais importantes foi igual entre a dipirona e o paracetamol, enquanto com AAS foi 8 vezes maior, e com diclofenaco foi 20 vezes maior. 
Um estudo da OMS, de 1998, encontrou resultados semelhantes. E neste mesmo estudo a OMS concluiu que o risco de agranulocitose causado pela dipirona foi superestimado nos anos 70.

 

Em julho de 2002 o Ministério da Saúde, através da ANVISA, patrocinou um encontro internacional para avaliar a segurança da dipirona, chegando às seguintes conclusões:

 

1. Há consenso que a eficácia da dipirona como analgésico e antitérmico é inquestionável.
2. Há consenso que os riscos atribuídos à sua utilização em nossa população, até esta data, são baixos, e que os dados científicos disponíveis apontando a ocorrência destes riscos não são suficientes para indicar uma alteração do seu status regulatório (venda sem prescrição).
3. Os dados apresentados neste encontro permite aos participantes concluir que os riscos da dipirona são similares ou menores do que de outros analgésicos/antitérmicos disponíveis no mercado.

 

Sobre os dados apresentados por Huguley em 1964, que levaram à proscrição da dipirona em diversos países, o encontro internacional de 2002 concluiu que "as evidências científicas que levaram à proscrição da dipirona nos EUA e Reino Unido, 30 anos atrás, foram frágeis pelos padrões atuais".

Atualmente não haveria bases científicas que justificassem a proibição da dipirona por qualquer autoridade sanitária em qualquer país do mundo. 

 

Em 2001, no São Paulo Medical Journal, Benseñor levantou rumores que houve um potencial conflito de interesses na proibição americana da dipirona, considerando que a droga foi desenvolvida na Alemanha, a quem pertencia a patente.
Com base no conhecimento atual, acreditamos que a dipirona seja um medicamento seguro.
Como qualquer outro tipo de remédio, seu uso deve ser criterioso e sob supervisão médica, e continuamente novos estudos e pesquisas devem ser realizados avaliando a eficácia e segurança dos medicamentos.